Como você lida com suas dificuldades?

Esta é a história de uma menina que tinham previsto que não andaria. Um dia, contra todas as expectativas, ela andou. Zombaram quando ela disse que queria ser corredora. Um dia, ela correu e ganhou duas medalhas de ouro nos Jogos Olímpicos, nos 100 e 200m!

Wilma Rudolph nasceu com apenas 2 quilos no estado do Tennessee, era a vigésima criança entre vinte e dois filhos. Sua mãe a levava a um hospital a 80 km de casa duas vezes por semana. Passou dois anos inteiros em cima de uma cama por ter perdido os movimentos da perna esquerda. Não foi poupada de nada: dupla pneumonia, escarlatina, poliomielite. Será que algum dia ela voltará a andar? Como acreditar nisso, vendo-a deitada o dia inteiro, silenciosa, melancólica como seria de esperar de uma criança impedida de correr e se divertir enquanto os outros do lado de fora correm gritando? Com os constantes cuidados de toda família, aos 7 anos volta a andar e aos 9 abandona seu calçado ortopédico. Um alívio para a menina que inicialmente frágil sofreu muito com o olhar indiferente dos colegas. As massagens que toda a família fez nela, aliadas ao poder do amor, fizeram milagres.

No começo de sua vida esportiva, ela jogou basquete. Foi treinada pelo irmão e saboreou o prazer do corpo livre em seus movimentos. Treinou de forma suave e regular até se tornar a estrela da equipe de seu colégio, que liderou na conquista do campeonato estadual infantil intercolegial do Tennessee. Chegou a fazer 805 pontos em 25 jogos, um recorde para a época. Percorreu essa trilha até ser descoberta por um técnico de atletismo que acreditava em seu potencial como corredora e decidiu então se dedicar às pistas de corrida.

No princípio, Wilma perdeu quase todas as provas de que participou; aos poucos foi progredindo para as posições intermediárias e aos quinze anos vencia todas as corridas de velocidade que disputava. Suas antes deficiências foram postas à prova que se transformaram em vantagens. Assim nascem as habilidades fora do comum. A partir de um defeito, Wilma atingiu o máximo de uma qualidade. Aos dezesseis anos, qualificou-se para fazer parte da equipe feminina americana do revezamento 4×100 dos Jogos Olímpicos de Melbourne, onde conseguiu medalha de bronze.

Seu grande momento na história olímpica do atletismo viria em 1960, nos Jogos Olímpicos de Roma, quando, com vinte anos de idade e oito anos depois de se livrar da poliomielite, Wilma Rudolph se consagrou como a maior velocista do mundo ao conquistar três medalhas de ouro nos 100m, 200m e revezamento 4 x 100m, liderando a equipe feminina americana. Wilma lesionara o tornozelo na véspera da final dos 100m. Realizou os feitos com o pé machucado, aquele da perna anteriormente condenada. Um obstáculo derradeiro? Wilma não pensou assim, pois já estava muito longe daquilo tudo. Dizem que na prova final alçou vôo em tal desenho como se nunca houvesse nada de tão belo em uma pista de atletismo. Fez o seu azedo limão virar uma saborosa limonada, que serviu a muitos.

Disse Wilma Rudolph: “Os médicos me disseram que eu jamais andaria novamente, mas minha mãe disse que eu andaria; decidi acreditar na minha mãe”.

1 comentário


  1. Lindo exemplo de força, determinação, amor, esperança e persistência!

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